segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A vela e o copo d'agua (Um poema triste sobre a solidão)

A madrugada parecia tão infinita com a falta de luz
Meus pensamentos circulavam entre o Céu e o Inferno
Enquanto meu coração gritava para que não Fosse embora.

A solidão me consumia como se andasse à beira do precipício
Tudo transformou-se em dor com ausência completa do amor
E num segundo meus olhos já não podiam ver as Tuas mãos.

Na guerrilha entre a vontade da minha carne e o anseio pela Sua glória, quase morri
Nenhum sentimento era como antes, a inocência de menina já tinha sumido
Porque minhas lágrimas secaram com os gritos desesperados.

Então em meio a essa tempestade e emoções em turbilhão, adormeci.
Apenas a luz dourada de uma vela me fazia companhia perto da minha cama
E a minha garganta sem voz de tanto suplicar pra que Tú não fosses embora, emudeceu.

E a sede pelos raios de uma nova manhã era saciada por um simples copo d'agua...



 

Sem controle

Tempestades, trovões, furacões e ventanias me cercam As folhas caem junto com os ponteiros dos relógios Passa tudo tão rápido que não se ...